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Juiz intima secretário de justiça por privilégios em penitenciária

quarta-feira, 23 de julho de 2008 | 23.7.08 WIB Last Updated 2008-07-23T18:42:51Z
O juiz federal substituto Ricardo Augusto de Sales, mandou intimar, ontem (22), o secretário estadual de Justiça e Direiros Humanos, Lélio Lauria, para justificar o tratamento privilegiado dado pelo Estado, na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Centro de Manaus, a sete dos principais presos pela Polícia Federal (PF), na operação ‘Vorax’. A informação é do jornal Diário do Amazonas de hoje (23).

A operação 'Vorax' aconteceu entre maio e julho, e desvendou uma ‘organização criminosa’, comandada pelo prefeito Adail Pinheiro, acusada de desviar cerca de R$ 85 milhões da Prefeitura de Coari (363 km a oeste de Manaus).

Tratamento diferenciado

De acordo com a intimação, que cita ‘documentos e fotografias que comprovam o privilégio’, os presos “estariam recebendo tratamento diferenciado dos demais do sistema prisional do Amazonas, estando, inclusive, segregados em uma capela da Cadeia Raimundo Vidal Pessoa”.

Os presos são o irmão do prefeito Adail Pinheiro, Carlos Eduardo Amaral Pinheiro; o vice-prefeito, Rodrigo Alves da Costa; o ex-secretário de Administração, Adriano Teixeira Salan; o ex-assessor Especial, Haroldo Portela; o ex-secretário de Obras, Paulo Bonila; o ex-presidente da Comissão de Licitação, Walter Braga; e o ex-subsecretário de Obras, Paulo Sérgio Moreira.

Os outros três presos são a ex-secretária de Finanças, Rome Cineide Gomes Mello e a ex-membro da Comissão de Licitação Leila Regina Menezes, que estão presas na ala feminina da Cadeia Raimundo Vidal Pessoa, e o ex-secretário de Defesa Civil do município, o sargento da Polícia Militar (PM) Antônio Carlos Maria Aguiar, que está preso no Comando da PM, acusado de comandar uma milícia armada que agia contra os adversários do prefeito.

O juiz cita ainda que a Cadeia Raimundo Vidal Pessoa, “ordinariamente é utilizada apenas como local de triagem e distribuição dos presos que devem ser encaminhados para estabelecimento prisional apropriado” e notícias de “regalia de terem almoço, comprado fora do presídio” e “à noite, o jantar é regado a coca-cola e pizza”.

Fonte: Portal Amazônia

Permitida reprodução deste citada a fonte.
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