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Grande Enchente>> CPRM prevê que cheia no rio Negro poderá chegar 30 metros a mais que o normal

domingo, 26 de abril de 2009 | 26.4.09 WIB Last Updated 2009-04-26T17:43:56Z
De acordo com o site do SNPH, a maior cota d'água foi no dia 09/06/1953, quando o rio Negro chegou aos 29,69 metros.
Imagem: Reprodução
De: Redação. E-Mail: manausmanabus@ymail.com
Durante a audiência pública sobre ações e medidas para enfrentar enchentes em áreas de risco, promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agamenon Dantas, disse que a cheia no sistema dos rios Negro e Solimões, no Estado do Amazonas, poderá alcançar, em meados de Junho deste ano, o maior nível da série histórica.

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A declaração foi dada durante a exposição do Sistema de Alerta de Cheias dos rios Negro e Solimões. Segundo Dantas, os dados coletados e divulgados em 31 março indicam uma probabilidade de 70% de o nível ficar entre o intervalo de 29,33 metros e 30,03 metros em meados de Junho.

A maior cheia foi verificada no ano de 1953, quando as águas chegaram a 29,69 metros acima do índice normal. Caso a previsão se confirme, a população da região terá que conviver com níveis elevados dos rios por até dois meses.

Durante a exposição do CPRM, o superintendente de Manaus, Marco Antônio Oliveira, mostrou aos presentes como é executado o trabalho, apresentando gráficos que apontam uma possível cheia história na cidade de Manaus e região.

Marco Antônio explicou que, com o Sistema de Alerta de Cheias, é possível aos órgãos responsáveis pela defesa civil e a própria população se preparar para os efeitos das enchentes. Neste ano, os técnicos que atuam no trabalho de prevenção estão orientando a população a subir os assoalhos das casas pelo menos um metro acima da marca da cheia do ano passado.

Com essa ação evita-se os efeitos das inundações como doenças e prejuízos materiais."O importante do alerta é prever a magnitude da cheia, se será de grande porte e, portanto, danosa para a população, ou se será uma cheia em padrões normais. Para este ano a previsão é de cheia superior a 29 metros, o que justifica uma atenção maior das autoridades e população", afirmou Marco Oliveira.

>>Histórico do alerta das cheias


A CPRM realiza o Alerta de Cheias em Manaus desde 1989, com o monitoramento do processo anual de níveis d’água do sistema Solimões/Negro/Amazonas.

As cheias fluviais na Amazônia são fenômenos naturais que fazem parte da dinâmica dos rios em geral. No caso específico das cheias que ocorrem na orla de Manaus e seus entornos, elas são causadas, em sua maior parte, às contribuições do rio Solimões e dos afluentes da margem direita e, em menor grau, aos tributários da margem esquerda inclusive o próprio rio Negro.

Esses eventos delineiam cheias que apresentam um longo tempo de percurso, devido ao gigantesco tamanho da bacia hidrográfica (2.854.300 Km2) e à pequena declividade observada nos leitos dos seus principais corpos d’águas. Isto facilita a sua previsibilidade com vários dias de antecedência. As próprias cheias de magnitude consideradas potencialmente danosas, cujas frequências situam-se em torno de 11 anos, podem ser creditadas, também, à vastidão da bacia hidrográfica e à sua pequena declividade.A partir da observação de um cotagrama típico da estação pluviométrica do Porto de Manaus (Roadway), cuja série histórica iniciou em Setembro de 1902, pode-se inferir que é possível estabelecer uma correlação entre as cotas de um determinado dia com a cota do pico da cheia.

Com base nos dados dos relatórios de alerta, pode-se prever a magnitude da cheia, com um alto nível de acerto e antecedências sucessivas de 75, 45 e 15 dias do evento, comenta Marco Oliveira. “A cheia prevista para este ano poderá ultrapassar a cota de emergência de 28,89 m, podendo chegar a 29,68 m, com variação entre 35 cm para mais ou para menos”, disse Marco Antônio.

Durante a audiência pública sobre ações e medidas para enfrentar enchentes em áreas de risco, promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agamenon Dantas, disse que a cheia no sistema dos rios Negro e Solimões, no Estado do Amazonas, poderá alcançar, em meados de Junho deste ano, o maior nível da série histórica.

A declaração foi dada durante a exposição do Sistema de Alerta de Cheias dos rios Negro e Solimões. Segundo Dantas, os dados coletados e divulgados em 31 março indicam uma probabilidade de 70% de o nível ficar entre o intervalo de 29,33 metros e 30,03 metros em meados de Junho.

A maior cheia foi verificada no ano de 1953, quando as águas chegaram a 29,69 metros acima do índice normal. Caso a previsão se confirme, a população da região terá que conviver com níveis elevados dos rios por até dois meses.

Durante a exposição do CPRM, o superintendente de Manaus, Marco Antônio Oliveira, mostrou aos presentes como é executado o trabalho, apresentando gráficos que apontam uma possível cheia história na cidade de Manaus e região.

Marco Antônio explicou que, com o Sistema de Alerta de Cheias, é possível aos órgãos responsáveis pela defesa civil e a própria população se preparar para os efeitos das enchentes. Neste ano, os técnicos que atuam no trabalho de prevenção estão orientando a população a subir os assoalhos das casas pelo menos um metro acima da marca da cheia do ano passado.

Com essa ação evita-se os efeitos das inundações como doenças e prejuízos materiais."O importante do alerta é prever a magnitude da cheia, se será de grande porte e, portanto, danosa para a população, ou se será uma cheia em padrões normais. Para este ano a previsão é de cheia superior a 29 metros, o que justifica uma atenção maior das autoridades e população", afirmou Marco Oliveira.

>>Histórico do alerta das cheias


A CPRM realiza o Alerta de Cheias em Manaus desde 1989, com o monitoramento do processo anual de níveis d’água do sistema Solimões/Negro/Amazonas.

As cheias fluviais na Amazônia são fenômenos naturais que fazem parte da dinâmica dos rios em geral. No caso específico das cheias que ocorrem na orla de Manaus e seus entornos, elas são causadas, em sua maior parte, às contribuições do rio Solimões e dos afluentes da margem direita e, em menor grau, aos tributários da margem esquerda inclusive o próprio rio Negro.

Esses eventos delineiam cheias que apresentam um longo tempo de percurso, devido ao gigantesco tamanho da bacia hidrográfica (2.854.300 Km2) e à pequena declividade observada nos leitos dos seus principais corpos d’águas. Isto facilita a sua previsibilidade com vários dias de antecedência. As próprias cheias de magnitude consideradas potencialmente danosas, cujas frequências situam-se em torno de 11 anos, podem ser creditadas, também, à vastidão da bacia hidrográfica e à sua pequena declividade.A partir da observação de um cotagrama típico da estação pluviométrica do Porto de Manaus (Roadway), cuja série histórica iniciou em Setembro de 1902, pode-se inferir que é possível estabelecer uma correlação entre as cotas de um determinado dia com a cota do pico da cheia.

Com base nos dados dos relatórios de alerta, pode-se prever a magnitude da cheia, com um alto nível de acerto e antecedências sucessivas de 75, 45 e 15 dias do evento, comenta Marco Oliveira. “A cheia prevista para este ano poderá ultrapassar a cota de emergência de 28,89 m, podendo chegar a 29,68 m, com variação entre 35 cm para mais ou para menos”, disse Marco Antônio.

>>Anamã está debaixo d'água

O município de Anamã, localizado à 168 Km de Manaus, está em precária situação de convicência. A cidade, que costumeiramente sofre com enchentes, enfrenta, este ano, uma das mais avassaladoras dos últimos tempos e é uma das mais castigadas pela cheia do rio Solimões. Mais de 90% do município (tanto na área urbana quanto na rural está debaixo d’água). Para aumentar o sofrimento, as previsões não são nada favoráveis, pois o CPRM prevê que as chuvas vão continuar intensas até o mês de junho.

>>Ajuda à Anamã

As medidas tomadas pela prefeitura, no início da enchente, foram com o intuito de manter os moradores nas próprias casas e para isso foram distribuídas madeiras para a construção de novos assoalhos (marombas). Entretanto, com a situação piorando, a tática é remover esses moradores e buscar ajudas para que sejam amparados, pelo menos nos próximos dois meses. “O prefeito [Raimundo Chicó] está atrás de ajuda justamente para isso. Já conversou com o governo do Estado e representantes do governo federal”, explicou Brás Filho.

+Informações sobre as cheias na região Amazônica, você pode ver nos sites abaixo:

Serviço Geológico do Brasil (CPRM)

Superitendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH)

Permitida reprodução deste citada a fonte.
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