O manauara não vai ser pego de surpresa com as futuras faltas de energia elétrica na cidade. É que o diretor-presidente da Amazonas Energia,Flávio Decat de Moura argumentou ontem (13).Segundo Decat, a empresa sofreu durante anos a falta de investimentos e ao presidente Lula restou as opções de resgatá-la ou vendê-la. "Em 2007 a Amazonas Energia (na época Manaus Energia/CEAM) apresentou um prejuízo de quase R$ 1 bilhão e mesmo assim o presidente se recusou a vender, chamou uma equipe de profissionais e técnicos do setor elétrico, garantiu recursos de 500 milhões e este ano o investimento será de R$ 1 bilhão", informou.
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Flávio Decat disse ainda que não é possível recuperar o sistema de uma hora para outra. "Precisamos de dinheiro e tempo. Estamos entrando no verão com uma folga de 30% da demanda", garantiu. Ele afirmou também que a concessionária recuperou a capacidade básica de fornecimento de energia elétrica e está fazendo a troca de transformadores e alimentadores.
Decat acrescentou que, três fatores determinam a qualidade dos serviços: a frequência de interrupção, a duração das interrupções e o tempo médio de atendimento. "A empresa tem respondido aos investimentos com bons números", garantiu.
"Segundo dados, ontem, por volta das 14h40, Manaus registrou o recorde em consumo de energia em toda sua história"
De acordo com a presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor, a vereadora Mirtes Salles, relatou que recebe muitas reclamações sobre a concessionária. "Recebo em média dez denúncias por dia sobre os apagões setoriais que estão acontecendo. Por isso, a Comissão de Defesa do Consumidor promove esta reunião para que a empresa dê explicações, pois queremos soluções", afirmou, ressaltando que apesar da população pagar suas contas, não dispõe do serviço com a qualidade necessária. Além disso, os consumidores estão perdendo aparelhos elétricos e os comerciantes estão perdendo mercadorias perecíveis, finalizou a presidente.
A presidente do Conselho Comunitário do Puraquequara (extremo Leste de Manaus), Martinha de Andrade Silva, afirmou que a falta de energia elétrica é uma constante naquela região, onde moram mais de 12 mil famílias que vivem na base de agricultura familiar. "Só temos energia porque a comunidade comprou e instalou os postes, transformadores e fiação, mas quando fomos regularizar, a empresa exigiu a posse dos transformadores que nós compramos. O pior é que a conta chega, mas a energia não", reclamou a comunitária.
Publicado por Jerry Araújo, com fonte do Poral da CMM
Foto: Divulgação
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