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sexta-feira, 24 de abril de 2009 | 24.4.09 WIB Last Updated 2009-04-25T01:57:38Z
Um grande cubo de espelhos em volta do palco, trouxe uma bela ilusão da arte conteporânea.
Fonte e foto: Portal Amazônia
A Ópera ‘Sansão e Dalila’, de Camille Saint-Saëns, abriu o XIII Festival Amazonas de Ópera (FAO) ontem (23) e encantou o público presente. Todo encenado em um cubículo de vidro, a apresentação do Coral do Amazonas, do Corpo de Dança do Amazonas, da Orquestra Amazonas Filarmônica e dos intérpretes definiram, desde o início, o tom do espetáculo encenado no Teatro Amazonas.

+Veja as fotos da encenação de 'Sansão e Dalila'

Considerada uma das principais óperas francesas de todos os tempos, a clássica história bíblica é representada em três atos. Baseado no Livro dos Juízes, capítulo 16 do Velho Testamento, a obra é marcada pela opressão e violência na Palestina de 1150 a.C e a sensualidade, arma amplamente utilizada por Dalila, a sacerdotisa dos filisteus e antiga amante de Sansão.

>>O espetáculo

Na ópera, onde os artistas se equilibraram em um placo inclinado todo espelhado, o Ato I surpreende pela força determinante de Sansão - chefe dos hebreus, interpretado pelo tenor americano Michael Hendrick - em livrar seu povo, escravizado pelos filisteus.

Quando os hebreus conseguem fugir, eis que surge Dalila - a mezzo-soprano espanhola Nancy Fabíola Herrera -, que convida o herói a ir até sua casa à noite.

Um velho hebreu avisa Sansão que uma sensual, mas perigosa, mulher seria responsável por uma grande tragédia. Inebriado pelo charme da sacerdotisa filistéia, Sansão não escuta a profecia.

Neste primeiro momento, fica evidente a liderança de Sansão e sua determinação em auxiliar seu povo. A interpretação e a voz forte do tenor Hendrick expõe o sofrimento dos hebreus, sua força e, depois do aparecimento de Dalila, sua angústia entre a paixão e a fé.

>>O Complô

O segundo Ato têm início com o diálogo entre o Grande Sacerdote de Dagon (Jean Phillipe Lafont) e Dalila. Os dois armam um complô para restaurar o entusiasmo dos filisteus e recuperar o domínio sobre os hebreus.

O herói chega então à casa da sacerdotisa, que o encanta e o convence a falar do segredo de sua força. Dalila corta-lhe os cabelos e Sansão é aprisionado no calabouço, onde o cegam.

Na cena do diálogo entre os protagonistas, a filistéia mostra toda sua sensualidade para arrancar do herói o segredo de sua força. Ele quer provar sua paixão, mas está em dúvida se pode confiar o mistério à ex-amante.

>>Ritual

Na última parte da ópera, Dalila e o grande mestre comemoram sua vitória. É o momento do ritual de iniciação de um rapaz, realizado com um bacanal, um dos trechos mais famosos da obra.

Com extrema lascívia, a coreografia apresenta homens em orgia, mediante o olhar atento e vitorioso de Dalila. Aqui, o Corpo de Dança do Amazonas, presente no ritual, baila com graça e luxúria.

Permitida reprodução deste citada a fonte.
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