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Política>> Deputados estaduais Ângelus Figueira e Luiz Castro criticam Porto das Lajes

quinta-feira, 23 de abril de 2009 | 23.4.09 WIB Last Updated 2010-02-08T18:51:36Z
Várias ONG's e moradores do entorno do futuro porto não querem que seja intalado no local.
Foto: Rogério Casado
De: Redação. E-Mail: manausmanabus@ymail.com
O projeto de construção do Porto das Lajes, no bairro Colônia Antônio Aleixo, nas imediações do encontro das águas, foi criticado hoje (17) pelo deputado Ângelus Figueira (PV). Autor da proposta de audiência pública na Casa Legislativa, Figueira, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, destacou a importância da discussão, pois está em jogo uma questão que a sociedade precisa tomar conhecimento.

“O que está verdadeiramente em jogo é a força do capital, em desrespeito às questões que são fundamentais numa convivência entre o homem e o meio ambiente”, disse Ângelus.

Sem a presença de representantes da empresa Lajes Logística S.A., que vai implantar o porto das Lajes, a audiência pública girou em torno dos impactos ambientais que o empreendimento irá trazer para o bairro do Aleixo e para o Encontro das Águas. Ângelus Figueira lembrou que, hoje, o Estado de São Paulo precisa buscar água a 300 mil metros para abastecer a capital, por causa da poluição dos seus rios. “Tudo porque em nome do progresso, cometemos esses crimes”, disse.

No caso do Porto das Lajes, segundo o deputado, o Encontro das Águas hoje é a maior referência do Amazonas.

“Aí, cabe uma discussão ambiental, turística, paisagística e histórica”, disse ele, lembrando que foi nas terras altas das Lajes que ocorreu a batalha dos amazonenses contra as forças do Grão-Pará, onde, pouco mais de mil homens enfrentaram a força de artilharia pela independência do Amazonas.

O deputado Luiz Castro (PPS), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Casa, diz ter a convicção de que o licenciamento ambiental para a construção do Porto das Lajes na área é equivocado.

Segundo ele, a comunidade não teve oportunidade de estudar outras alternativas, outros locais, para a implantação do projeto. “O que a comissão deseja não é ficar contra o projeto. Mas por que a priori tem que ser lá?”, questiona ele, defendendo estudos de outras alternativas para a construção do porto.

Castro assegura que é paradoxal e contraditório, o governo do Estado querer construir um porto e um ponto de captação de água na mesma área. “Não pode a construção de um bem presente, comprometer um bem futuro. O encontro das águas é um bem paisagístico, turístico e de ecossistemas raríssimos para futuras gerações”, argumenta.

O deputado Wilson Lisboa (PCdoB) achou que os parlamentares estavam discutindo em um vazio e sugeriu que os órgãos do meio ambiente precisariam fazer uma explanação do projeto na Casa Legislativa, assim como a empresa responsável pela construção do porto. “Portanto, temos que convocar a Secretaria do Meio Ambiente e a empresa responsável pela obra para detalhar o projeto e quais são as suas reais dimensões”, afirmou.

Walzenir Falcão (PTB) criticou o fato de a empresa responsável pela construção do porto não mandar representante, uma vez que na audiência do dia anterior, realizada na Câmara Municipal de Manaus, seu representante compareceu para falar sobre o assunto.

Participaram da audiência pública o pró-reitor de Assuntos Comunitários da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Rogelio Casado; a professora da Universidade Federal do Amazonas Anete Rubim; a representante do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Luciana Carvalho e o padre Guilhermo Cardona, representante do Fórum da Amazônia Ocidental e da Pastoral Direitos Humanos, além de representantes de comunidades do bairro e do lago do Aleixo, Zona Leste de Manaus, além de vários deputados, como Walllace Souza (PP), Therezinha Ruiz (DEM), Edilson Gurgel(PRP) , David Almeida (PTB), Liberman Morenho (PHS).

>>A obra do Porto

O Porto das Lajes é um empreendimento que consiste num complexo portuário próximo ao Pólo Industrial de Manaus (PIM).

Será construído no km 17 da Alameda Cosme Ferreira, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, numa área de 600 metros quadrados.

O empreendimento está orçado em R$ 220 milhões e sua localização é estratégica, situado logo após o encontro das águas do rios Negro e Solimões. Essa obra tem o objetivo de desafogar a carga e a descarga de contêineres do PIM do porto de Manaus, no centro.

>>Mobilização

A Associação Amigos de Manaus (AMANA), Comunidade Antônio Aleixo, Nucleo de Cultura Política do Amazonas e várias pessoas se organizaram e montaram um 'Abaixo-assinado', que será levado à Câmara Municipal de Manaus (CMM) e à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), para que seja feita intervenções na obra, o que pode causar um imensinável prejuízo à população manauara.

+Para participar do 'Abaixo-assinado', clique em baixo

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3906

Permitida reprodução deste citada a fonte.
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