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Econômico>> FIEAM contesta PEC da redução da jornada de trabalho

Publicado para Redação em sexta-feira, 5 de março de 2010 | 5.3.10

Prestes a ser discutida na Câmara dos Deputados, a PEC 213/95 visa à redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário e com aumento do valor da hora extra de 50% para 75% do valor da hora normal.

Aparentemente as mudanças soam como positivas, mas em uma cidade como Manaus, onde a economia concentra-se na produção das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM), é necessário questionar sobre os impactos das decisões parlamentares se aprovada a PEC.

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Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, enquanto os trabalhadores iludem-se com os benefícios que a redução da jornada de trabalho pode proporcionar, a indústria sentirá a conseqüência, com perda de competitividade e geração de emprego.

Silva afirma que a constatação é simples. “Com menos horas de trabalho a indústria, que vive da produção em série, perde produção, torna os serviços e produtos mais caros e com isso perde espaço para a concorrência”, explica.

Também membro da diretoria da FIEAM e do Conselho Temático de Integração Nacional da CNI, Nélson Azevedo, observa que embora as mudanças possam parecer positivas, os impactos serão sentidos não só pelos empresários, mas também pelas famílias manauaras que podem amargar o desemprego.

Alerta ainda o diretor que as micro e pequenas empresas também serão afetadas, já que ficará mais difícil e caro manter funcionários legalizados, e a consequência será o aumento da informalidade.

“Dessa forma, todos perdem”, diz, para acrescentar: “Os empresários perdem negócios para uma concorrência mais rápida e barata. Os trabalhadores se verão beneficiados temporariamente, até que seus colegas de trabalho ou os próprios sejam, infelizmente, desligados das empresas. E o poder público perde também, já que o aumento da informalidade resulta na redução do recolhimento de impostos tão importantes para o desenvolvimento social”.

Antonio Silva esclarece que ajudar o trabalhador é proporcionar emprego, renda e capacitação. “A redução da jornada de trabalho deve ser negociada de acordo com as necessidades de cada setor, essa é a visão que compartilham a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a FIEAM, assim como as demais entidades empresariais”, defende.

Fonte: Ass. de Comunicação Sistema FIEAM

Permitida reprodução deste citada a fonte.

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