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EducAção | Seduc tem mais de 500 bibliotecas servindo 62 municípios amazonenses

Publicado para Redação em domingo, 30 de maio de 2010 | 30.5.10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última semana uma lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, incluindo públicas e privadas. A lei vai ao encontro das iniciativas do Governo do Amazonas, que desde 2003 adota esta política em todas o Estado, possibilitando à comunidade estudantil e à comunidade em geral o acesso a bibliotecas escolares nas escolas da rede pública estadual.

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Desde o ano de 2003, nenhuma escola estadual é inaugurada sem um espaço físico reservado para a biblioteca escolar. Hoje, conforme informações da Seduc, das 562 escolas estaduais do Amazonas, cerca de 500 já possuem bibliotecas, das quais 400 informatizadas e a perspectiva é que até o final de 2011 todas as escolas estaduais já possuam biblioteca.

"O investimento não é realizado apenas em espaço físico. A cada ano, o número de exemplares destinado às bibliotecas escolares é maior. Em 2004, 54.970 livros foram adquiridos e repassados às escolas. Em 2006, esse número aumentou significativamente, quase quadruplicando, passando para 224 mil exemplares", informa a coordenadora de Bibliotecas da Seduc, Sônia Monteiro, acrescentando que a cada ano o número de exemplares repassados às escolas é ampliado pelo Governo do Estado.

Segundo Sônia, as bibliotecas escolares, além de atenderem a estudantes, professores e gestores, são abertas para a comunidade. "Nossa perspectiva é atingir e beneficiar toda a comunidade do entorno da escola, disponibilizando o serviço de consulta e pesquisa bibliográfica", afirma.

Sônia lembra que o gosto pela leitura deve ser incentivado já nos primeiros anos escolares e também é uma questão cultural. "Não adianta trabalharmos somente com nossos estudantes, se em casa, os pais não possuem o hábito de ler e não incentivam a criança ou o adolescente a ler livros das mais diversas áreas", disse.

Experiências positivas


A escola estadual de Tempo Integral Roxana Bonessi vem levando a sério este desafio. Atuando com os projetos "Autores Mirins" e "Família na escola", a instituição da Seduc busca incentivar a leitura, trabalhando não só com os estudantes, mas com pais e comunidade. "Nossa escola atende crianças de 1º ao 5º ano do ensino fundamental, e como incentivar a leitura entre as crianças se em suas casas, os pais e pessoas da sua família não adotam este hábito e não compreendem a importância de ler? Por isso fomos trabalhar a raiz desse problema", revela a gestora da escola, professora Francisca Cunha.

Com um livro publicado que reúne produções textuais em prosa, os alunos da escola estadual de Tempo Integral Roxana Bonessi visitam famílias que moram ao entorno da instituição para divulgar a iniciativa e aumentar o número de voluntários que participam de eventos e oficinas nas escolas. Pais e pessoas da comunidade podem ser os chamados "contadores de histórias", empregando um pouco do seu tempo na produção e narração de histórias infantis.

Cerca de 400 crianças entre 6 e 11 anos participam do projeto de leitura na escola. De acordo com a gestora, o projeto "Família na escola", que incentiva a participação de pais no ambiente escolar, também alerta sobre o tema, trabalhando e propiciando o hábito de ler também entre os mais velhos.

Enfoque social

As dificuldades sociais enfrentadas por estudantes e comunidade viraram tema de projeto voltado para o incentivo à leitura na escola estadual Dasaiku Ikeda, localizada na zona leste de Manaus. Criado no ano passado, o projeto “Leitura e Escrita no contexto social” trouxe temas de grande repercussão na comunidade e cidade para dentro da escola, aproximando assim o mundo dos livros e a produção textual dos alunos.

"Buscamos temas que os alunos tenham interesse e já possuam alguma bagagem cultural, assim o adolescente não vê distante daquele mundo, como normalmente ele encara o universo da literatura", explica a gestora da escola, Ana Andrea de Oliveira.

Atualmente, o projeto da escola da Zona leste, trabalha como tema as chamadas “pulseiras do sexo”, pulseiras coloridas de silicone que adolescentes de todo o Brasil davam uma conotação sexual ao objeto. A gestora afirma que além do incentivo a leitura e a produção textual, o projeto amplia a discussão de vários temas que os estudantes tenham interesse, incentivando o debate, tudo, é claro, sob a orientação de um professor.

"Ao final de cada ano, produzimos um sarau que é aberto à comunidade. Na oportunidade, a população pode conhecer o que é produzido na escola e também é uma forma de incentivar a produção literária na comunidade", explica. As produções textuais dos alunos também viraram no ano passado uma coletânea publicada em livro pela escola.

Fonte e foto: AGECOM/Divulgação

Permitida reprodução deste citada a fonte.

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