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Preservar>> Vereador está preocupado com ocupação da orla do rio Negro no Encontro das Águas

Publicado para Redação em sexta-feira, 7 de maio de 2010 | 7.5.10

Durante a audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para ouvir a diretoria local da empresa Lajes Logística, responsável pela construção do Terminal Portuário das Lajes e representantes das comunidades no entorno da obra e entidades ligadas ao setor. O autor do requerimento vereador Wilton Lira (PTB) demonstrou preocupação com a ocupação da margem do rio Negro entre o porto da Ceasa e o Encontro das Águas.

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“Visitei a área do Encontro das Águas e constatei que entre o porto da Ceasa e a Ponta das Lajes existem três terminais de carga, uma empresa de geração de energia a diesel, duas empresas de cimento e duas empresas de distribuição de combustível – o porto da Petrobras e porto do Janjão – que estão gerando muita poluição no rio Negro”, disse o vereador.

Diante desse quadro de ocupação, o vereador decidiu requere nova audiência pública para a discussão do assunto, dentro de um panorama e contexto mais amplos para decidir não só a discussão do projeto de construção de um terminal portuário, e sim abrangendo o trabalho de legislação, de execução e de fiscalização de um ambiente natural onde estão instaladas essas empresas.

Lira citou exemplo das chamadas cimenteiras – Cimex da Amazônia e Itautinga – cuja atividade de embarque e desembarque de cimento na área é potencial causadora de poluição. “Temos a Cimex da Amazônia, multinacional do cimento que é a terceira no ramo no mundo, já sofreu intervenção em algumas de suas filiais, exemplo da planta na Nicarágua; e a Itautinga, empresa nacional com capacidade de produzir 15 milhões de sacos de cimento por ano. Alguém já se perguntou se existe uma fiscalização nessas fábricas?”, indagou.

Para Wilton Lira, o porto da Ceasa “cuja gestão administrativa se destaca pela sujeira e fedor que impera em terra e no rio Negro nas suas redondezas, é uma vergonha em termos de poluição”. O vereador também se disse preocupado com a questão da fiscalização ambiental na área, pois embora os portos de cargas do Chibatão e Superterminais informem que trabalham num ambiente com ISO 9000, ele disse não saber qual o órgão que fiscaliza nem se essa fiscalização existe.

Ainda sobre a questão do Porto das Lajes, Lira disse que também deve ser considerado que o Ministério Público Estadual (MPE), ao estudar a matriz de impactos apresentados menciona equívocos entre atividades, impactos e áreas climáticas, sendo que, dos 63 impactos previstos para o empreendimento, somente cinco são positivos e os demais negativos. “Este é um desafio para todos nós, como membros da sociedade”, define.

Fonte:Isaías Oliveira/CMM
Foto: Plutarco Botelho/CMM


Permitida reprodução deste citada a fonte.

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