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Cotidiano>> Prefeitura apresenta plano de emergência para 'Grande Enchente'

terça-feira, 21 de abril de 2009 | 21.4.09 WIB Last Updated 2010-02-08T18:41:35Z
A Prefeitura de Manaus construiu maronbas para a população atingida poder ir à suas casas.
Fonte e foto: Agência EM TEMPO
Aproximadamente 350 famílias deverão ser removidas pela Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdec) das áreas da orla do rio Negro, em Manaus, em função da cheia. Ontem, a Semdec apresentou o Plano Emergencial para a Enchente que conta com uma série de ações para prevenir e minimizar os prejuízos causados à população pela enchente, entre elas a remoção de famílias, a fixação de abrigos temporários e obras emergenciais nas áreas atingidas.

Na rua Cachoeira, São Raimundo, Zona Oeste, as primeiras medidas já foram tomadas pela prefeitura, por meio da Semdec. Pontes de madeiras foram construídas para permitir o acesso dos moradores ao local onda à água, em alguns pontos, já começou a invadir as casas. A criação de marombas — espécie de assoalho — também está sendo providenciada.

De acordo com o subsecretário e encarregado pela obra, Ary Renato, na última sexta-feira foi autorizada, pela prefeitura, a intervenção na orla. “Estamos trabalhando desde o primeiro alerta feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), no dia 31 de março deste ano. A partir daí começamos a fazer o cadastro das áreas que provavelmente seriam afetadas e com essa relação em mãos começamos o trabalho. Esse é o local que teve que ser atendido imediatamente”.

Os principais pontos destacados são: São Raimundo, Aparecida e Bariri, na Zona Oeste da cidade; e ainda Morro da Liberdade e Betânia, na Zona Sul. As áreas próximas aos igarapés do Mindu e do Quarenta também serão atendidas. De acordo com a Semdec, mais de três mil famílias da zona urbana serão atingidos de alguma forma pelas cheias.

Morando na rua Cachoeira há mais de 40 anos, a dona de casa Felicidade Ribeiro, 71, disse que esta é a primeira vez que a Defesa Civil intervém no local. “Lembro que eu mesma fazia a ponte com umas madeiras velhas para poder entrar e sair de casa. Essa não é a primeira vez que o rio enche e invade a rua. Em 1971, foi do mesmo jeito, mas não tínhamos ajuda de ninguém”, comentou dona Felicidade, que mora com mais cinco pessoas.

Já o pedreiro Valdir Cruz destacou que graças à experiência de seu pai, a casa da família foi construída a certa altura que a água não invadiu. “Como moramos aqui há vários anos, quando ele foi construir a minha casa, fez no alto até porque eles já tinha passado por outras enchentes”, explicou.

Permitida reprodução deste citada a fonte.
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