Foto: Curiosidades da História
Fonte: Agência EM TEMPO
O Instituto do Patrimônio Histórico Geográfico e Artístico Nacional (IPHAN) concedeu a licença para exploração e estudo de áreas preservadas no município de Iranduba, distante 25 quilômetros de Manaus, no trecho que vai do Cacau-Pirêra até a Ponta do Brito e mais 15 quilômetros da estrada Manoel Urbano, em Manacapuru. A portaria de permissão para a condução de pesquisas arqueológicas no município foi publicada na última quarta-feira (10), no Diário Oficial (DO).
Para o diretor de turismo da Empresa Estadual de Turismo (AMAZONASTUR), Jordan Gouveia, a aprovação do Iphan surtirá num importante efeito para a temática turística arqueológica na área de influência da região metropolitana de Manaus. Para isso, o diretor da Amazonastur revelou que o governo do Amazonas investirá recursos da ordem de R$ 5 milhões que devem ser aplicados na infraestrutura, capacitação e ordem de apresentação e uso do material arqueológico.
Segundo ele, somente no Iranduba existem mais de 200 sítios pré-coloniais (pré-históricos) na área com aproximadamente nove mil anos. Para Gouveia, arqueologia é um recurso que contribui com o desenvolvimento sustentável da região, gerando renda e melhoria da qualidade de vida das comunidades, aliando ainda a preservação dos recursos naturais para o turismo. “A arqueologia é relevante para o desenvolvimento econômico em Manaus, principalmente, pela possibilidade de visitação turística ordenada desses atrativos nos municípios com maior incidência de material”, disse Jordan.
De acordo com a arqueóloga Anne Rapp Py-Daniel, somente no traçado do gasoduto (Coari-Manaus) foram identificados 27 sítios arqueológicos de populações ceramistas e pré-ceramistas, de onde foram recuperadas peças de 500 a.C. até 1500 d.C.. Em todo o Amazonas, segundo dados do Iphan, existem mais de dois mil sítios arqueológicos catalogados, no entanto, menos de 5% foi estudado.
>>Mão de obra
Devido as descobertas de sítios arqueológicos catalogados em Iranduba, o governo do Estado, através da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), iniciou o curso de arqueologia no Estado, e ainda prevê a criação de um centro de excelência em pesquisas na área em parceria com instituições como a Universidade de São Paulo (USP), referência em pesquisas em Arqueologia no Brasil.
Segundo a coordenadora pedagógica do curso, Helena Lima, os alunos de arqueologia da UEA, terão, além dos laboratórios previstos na grade, formação realizada em um dos sítios arqueológicos mais pesquisados do Amazonas. Com a instalação do curso em Iranduba e a doação do terreno pela prefeitura da localidade, a proposta é construir na região o Centro de Arqueologia do Bioma Amazônico (CABA).
Com uma experiência de quase 20 anos em sítios arqueológicos da Amazônia, Eduardo Neves, um dos professores do curso e entusiastas do projeto, informa que o CABA foi concebido com a idéia de unir as coleções arqueológicas amazônicas, com participação efetiva da comunidade. Para o diretor de turismo da AMAZONASTUR, sediar o CABA na região de Iranduba, significa a possibilidade de unir a comunidade no processo de produção do conhecimento científico.
Permitida reprodução deste citada a fonte.
Fonte: Agência EM TEMPO
O Instituto do Patrimônio Histórico Geográfico e Artístico Nacional (IPHAN) concedeu a licença para exploração e estudo de áreas preservadas no município de Iranduba, distante 25 quilômetros de Manaus, no trecho que vai do Cacau-Pirêra até a Ponta do Brito e mais 15 quilômetros da estrada Manoel Urbano, em Manacapuru. A portaria de permissão para a condução de pesquisas arqueológicas no município foi publicada na última quarta-feira (10), no Diário Oficial (DO).
Para o diretor de turismo da Empresa Estadual de Turismo (AMAZONASTUR), Jordan Gouveia, a aprovação do Iphan surtirá num importante efeito para a temática turística arqueológica na área de influência da região metropolitana de Manaus. Para isso, o diretor da Amazonastur revelou que o governo do Amazonas investirá recursos da ordem de R$ 5 milhões que devem ser aplicados na infraestrutura, capacitação e ordem de apresentação e uso do material arqueológico.
Segundo ele, somente no Iranduba existem mais de 200 sítios pré-coloniais (pré-históricos) na área com aproximadamente nove mil anos. Para Gouveia, arqueologia é um recurso que contribui com o desenvolvimento sustentável da região, gerando renda e melhoria da qualidade de vida das comunidades, aliando ainda a preservação dos recursos naturais para o turismo. “A arqueologia é relevante para o desenvolvimento econômico em Manaus, principalmente, pela possibilidade de visitação turística ordenada desses atrativos nos municípios com maior incidência de material”, disse Jordan.
De acordo com a arqueóloga Anne Rapp Py-Daniel, somente no traçado do gasoduto (Coari-Manaus) foram identificados 27 sítios arqueológicos de populações ceramistas e pré-ceramistas, de onde foram recuperadas peças de 500 a.C. até 1500 d.C.. Em todo o Amazonas, segundo dados do Iphan, existem mais de dois mil sítios arqueológicos catalogados, no entanto, menos de 5% foi estudado.
>>Mão de obra
Devido as descobertas de sítios arqueológicos catalogados em Iranduba, o governo do Estado, através da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), iniciou o curso de arqueologia no Estado, e ainda prevê a criação de um centro de excelência em pesquisas na área em parceria com instituições como a Universidade de São Paulo (USP), referência em pesquisas em Arqueologia no Brasil.
Segundo a coordenadora pedagógica do curso, Helena Lima, os alunos de arqueologia da UEA, terão, além dos laboratórios previstos na grade, formação realizada em um dos sítios arqueológicos mais pesquisados do Amazonas. Com a instalação do curso em Iranduba e a doação do terreno pela prefeitura da localidade, a proposta é construir na região o Centro de Arqueologia do Bioma Amazônico (CABA).
Com uma experiência de quase 20 anos em sítios arqueológicos da Amazônia, Eduardo Neves, um dos professores do curso e entusiastas do projeto, informa que o CABA foi concebido com a idéia de unir as coleções arqueológicas amazônicas, com participação efetiva da comunidade. Para o diretor de turismo da AMAZONASTUR, sediar o CABA na região de Iranduba, significa a possibilidade de unir a comunidade no processo de produção do conhecimento científico.
Permitida reprodução deste citada a fonte.
