A Secretaria de Saúde informou que está fechando um convênio com uma rede de farmácias e que o problema deve ser resolvido na próxima semana. Por lei, vítimas deveriam ter assistência médica integral até a terceira geração.
A tragédia com o césio-137, em Goiânia, completa 20 anos no próximo mês. Mas ainda hoje muitas pessoas sofrem com doenças provocadas pelo material radioativo. E há um ano as vítimas estão sem receber medicamentos considerados indispensáveis para sobreviver.
Cento e vinte vítimas tiveram contato direto com o material radioativo e, por lei, deveriam ter assistência médica integral até a terceira geração. A assistência é responsabilidade da Superintendência Leide das Neves (Suleide), mantida pelo governo do estado. Ernesto Fabiano é uma das vítimas do acidente com o césio-137 que saiu de mãos vazias da Superintendência. "Eles alegam que não têm dinheiro", diz. Dalva Fabiano e os filhos dizem que as consultas periódicas são feitas, mas sem remédio não há como fazer o tratamento. "Já faz um ano que estamos sem medicação", afirma. A filha, Adriana Fabiano, já teve quatro tumores retirados.
Segundo a Superintendência, a quantidade de medicamentos para atender os radioacidentados muda muito de um mês para o outro. Apesar do custo baixo, de R$ 10 mil, a compra dos remédios esbarra na burocracia. A compra, que antes era feita pela própria Suleide, hoje depende de licitação. De acordo com José Ferreira, superintendente interino da entidade, o problema seria resolvido se a própria instituição tivesse dinheiro para comprar os medicamentos. "É uma situação que precisa ser resolvida sim", diz.
A Secretaria de Saúde informou que está fechando um convênio com uma rede de farmácias e que o problema deve ser resolvido na próxima semana.
Permitida reprodução deste citada a fonte.
A tragédia com o césio-137, em Goiânia, completa 20 anos no próximo mês. Mas ainda hoje muitas pessoas sofrem com doenças provocadas pelo material radioativo. E há um ano as vítimas estão sem receber medicamentos considerados indispensáveis para sobreviver.
Cento e vinte vítimas tiveram contato direto com o material radioativo e, por lei, deveriam ter assistência médica integral até a terceira geração. A assistência é responsabilidade da Superintendência Leide das Neves (Suleide), mantida pelo governo do estado. Ernesto Fabiano é uma das vítimas do acidente com o césio-137 que saiu de mãos vazias da Superintendência. "Eles alegam que não têm dinheiro", diz. Dalva Fabiano e os filhos dizem que as consultas periódicas são feitas, mas sem remédio não há como fazer o tratamento. "Já faz um ano que estamos sem medicação", afirma. A filha, Adriana Fabiano, já teve quatro tumores retirados.
Segundo a Superintendência, a quantidade de medicamentos para atender os radioacidentados muda muito de um mês para o outro. Apesar do custo baixo, de R$ 10 mil, a compra dos remédios esbarra na burocracia. A compra, que antes era feita pela própria Suleide, hoje depende de licitação. De acordo com José Ferreira, superintendente interino da entidade, o problema seria resolvido se a própria instituição tivesse dinheiro para comprar os medicamentos. "É uma situação que precisa ser resolvida sim", diz.
A Secretaria de Saúde informou que está fechando um convênio com uma rede de farmácias e que o problema deve ser resolvido na próxima semana.
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