Foto: Agência ReutersFonte: Agência EM TEMPO
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o surto de influenza H1N1, novo nome para a gripe suína, se transformou em uma pandemia — o que significa que o vírus está provocando a primeira epidemia global de gripe em 41 anos. A decisão, anunciada ontem, foi motivada pelo aumento dos casos de infecção pelo vírus nos EUA, Europa, Austrália, América do Sul e em outros lugares.
Em um comunicado enviado aos seus membros, a OMS informou que o nível de alerta para a gripe suína foi elevado da fase 5 para 6, o topo da escala, já que há um surto global do vírus. O ajuste do nível de alerta foi determinado após um encontro emergencial de membros da agência de saúde da ONU com especialistas na doença.
A aguardada decisão de elevar o surto para pandemia representa a confirmação científica de que o novo vírus está surgindo e circulando rapidamente pelo globo. O alerta deve levar as empresas farmacêuticas a acelerarem a produção de uma vacina para a doença e desencadeará a concessão de mais recursos pelos governos para os esforços de contenção do avanço do vírus.
“Neste estágio atual, a pandemia pode ser caracterizada, globalmente, como de severidade moderada”, afirmou o comunicado da OMS, que pediu para que os países não fechem fronteiras ou criem restrições para viagens ou negócios. “(Nós) estamos em diálogo próximo com os fabricantes de vacinas”, observou a OMS.
>>Ministério da Saúde confirma 52 casos
A ministra interina da Saúde, Márcia Bassit, informou ontem, durante pronunciamento no Ministério da Saúde, em Brasília, que a Influenza A, “está absolutamente sob controle”. Márcia disse que os casos confirmados no Brasil passaram de 43 para 52, dos quais 39 pacientes foram contaminados em outros países, e que a orientação das autoridades é para que a vigilância continue a ser feita do mesmo jeito que vem sendo realizada desde abril, quando a doença foi anunciada.
Para a ministra interina, o fato de a letalidade da doença ser de 0,5% não diminui em nada a responsabilidade das autoridades quanto ao controle e vigilância. De acordo com Márcia Bassit, a transmissão no Brasil permanece limitada e sem sustentabilidade. “O Brasil se antecipou a todas as medidas recomendadas pela OMS”, disse ela. Por isso, o fato de a organização ter elevado a doença à categoria de pandemia não muda a situação no Brasil.
“O governo continua atento para a vigilância, a elaboração de diagnósticos e tratamento da doença. Continuamos vigilantes em portos, aeroportos e em toda a fronteira”, disse a ministra.
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