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Ação>> SENAI certifica detentos na área da construção civil e dá prespectivas de uma vida melhor em Manaus

Publicado para Redação em sexta-feira, 7 de maio de 2010 | 7.5.10

“Com o certificado do SENAI em mãos, tenho a esperança de voltar às atividades produtivas na sociedade, ter um emprego formal e cumprir com o meu papel de cidadão, proporcionando o sustento diário da minha família”.

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A declaração foi feita por Manuel Ferreira, de 30 anos, que cumpre pena de tráfico de drogas há um ano e três meses e foi um dos alunos beneficiados pelos cursos de pedreiro, assentador cerâmico e leitura e interpretação de desenho da construção civil oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas), por meio da Escola Demóstenes Travessa (ESDT).

Os alunos dos cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional na área da construção civil foram certificados ontem (07/05) e são detentos do regime semi-aberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim em três cursos

A instituição, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), certificou oito alunos do curso de pedreiro, assentador cerâmico e, leitura e interpretação de desenho da construção civil. As aulas teóricas e práticas foram ministradas pelo instrutor Jurabi Rodrigues, que cumpriu a carga horária de 200h, realizadas nos meses de fevereiro a abril.

De acordo com o gerente da escola, Eduardo Matos, a unidade, voltada a capacitação de mão de obra para a indústria produtiva da construção civil, participa das ações de responsabilidade social com a Sejus desde 2008.

O gerente destaca que é a primeira vez que a Escola SENAI Demóstenes Travessa realiza turma fechada in loco para presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim. Até o ano passado, a escola recebia encaminhamento de reabilitados ou infratores em regime semi-aberto da Secretaria para participar de cursos oferecidos nas salas e oficinas da própria ESDT.

“Oferecer cursos a essas pessoas é mais uma oportunidade que temos de contribuir com a sociedade, qualificando e reintegrando detentos e ex-detentos em um segmento da indústria amazonense. Assim, os infratores voltam ao seu convívio na sociedade, aptos a ingressarem no mercado de trabalho”, disse Matos.

De acordo com a psicóloga do SENAI/AM, Tatyanne Cardoso, a ação de qualificação profissional é uma parte importante para reinserção dos detentos no cotidiano sem criminalidade. “Com a habilitação de uma profissão, os ex-detentos partem para a conquista de seu espaço no mercado de trabalho, bem como pela aceitação da sociedade, mostrando que são capazes de proporcionar sustento e condição de vida aos seus familiares”, apontou a psicóloga do SENAI.

O diretor da Penitenciária, regime semi-aberto, Eunésimo Monteiro, informou que os critérios de participação nos cursos foram boa conduta do preso dentro do Complexo Penitenciário e o interesse pela qualificação profissional. O diretor destacou também que além da oportunidade de formação profissional, o detento passa a ter o benefício de remissão de pena. A cada três dias de participação nas atividades de educação e trabalho, o preso tem a redução de um dia de sua pena.

>>Benefícios da qualificação profissional do SENAI na Penitenciária

Segundo o secretário executivo adjunto da Sejus, Bernardo Encarnação, os benefícios de agregar atividades profissionalizantes na rotina do presídio são inúmeros. A qualificação profissional dos detentos do regime semi-aberto foi realizada por uma equipe de multiprofissionais do SENAI com objetivo de desperta nos presos aptidões e habilidades profissionais e contribuiu com a redução do tempo de ociosidade, melhor convívio entre os internos, aumento da comunicação e do grau de companheirismo entre os alunos inseridos nos momentos de aprendizagem e elevou a auto-estima dos participantes.

“Levar a educação básica e o conhecimento profissional aos presos é um investimento do governo em segurança pública, pois desta forma estamos oportunizando uma profissão a esses indivíduos que estão prontos para reconstruir suas vidas de forma justa e honesta”, avaliou Encarnação.

Com este mesmo pensamento, o detento Genivaldo da Silva, de 30 anos, preso há um ano e sete meses por homicídio, pretende praticas os conhecimentos adquiridos durante os três meses de curso assim que cumprir sua pena e receber o direto do regime de condicional.

“Meu primeiro serviço ao voltar para a sociedade é construir a casa própria para minha família que hoje começa a crescer, pois minha mulher está grávida de três meses. Depois disso vou me empregar ou ser um trabalhador autônomo”, disse Genivaldo da Silva.

Fonte e foto: Ass. de Comunicação Sistema FIEAM

Permitida reprodução deste citada a fonte.

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